És a chama que arde em mim
Que ardendo não queima, queimando
Ardo neste fogo e sinto-me bem assim
Ardendo de amor e amando
Incendiaste a minha alma
E o meu corpo quente vai ficando
Os meus braços quentes até à palma
Abraçam-te fortes apertando
Morrer no fogo dos teus beijos
Não é morrer de morte
É activar todos os desejos
E mergulhar numa paixão forte
De amor, já ardi na tua boca
Que é quente como brasa queimando
De paixão ficaste também louca
E assim nos ficámos amando
Arménio Cruz
"Dedico este poema a todos neste dia dos namorados."
Este é um blog onde dou a conhecer a minha poesia e assuntos relacionados com pessoas com deficiência
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA FÍSICA
Dia Internacional do Deficiente Físico
Trabalho, educação, reabilitação e diversão estão garantidos na Constituição
No ano de 1982, a Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas, criou um programa que visa atender as necessidades das pessoas com qualquer tipo de deficiência física, o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência.
Dez anos depois, no dia 14 de outubro, a Assembleia instituiu o dia 03 de dezembro como o dia internacional do deficiente físico, para que pudessem conscientizar, comprometer e fazer com que programas de ação conseguissem modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo.
Podemos considerar como deficiência física, quando alguma parte do organismo humano não apresenta um funcionamento perfeito, porém isso não pode ser considerado como diferença, pois existem várias pessoas com os mesmos tipos de limitações que as tornam normais dentro de suas possibilidades.
Com o passar dos anos, a deficiência passou a ser vista como uma necessidade especial, pois as pessoas precisam de tratamentos diferenciados e especiais para viver com dignidade. Sabemos que isso não acontece, pois o mundo não é adaptado para essas pessoas, que sofrem muito em seu dia a dia.
Construir rampinhas nas ruas é uma forma de mascarar o verdadeiro tratamento que os mesmos deveriam receber. Além destas, em nosso meio social deveria existir leitura em braile para atender os deficientes visuais; acesso aos ônibus e lugares públicos aos cadeirantes; que a população aprendesse a conversar na linguagem de libras, para atender os surdos/mudos; além de planos governamentais voltados para a saúde e reabilitação dessas pessoas, visando amenizar suas dificuldades bem como capacitá-las para a vida social, para o exercício da cidadania.
As escolas deveriam ter profissionais preparados para lidar com as limitações, assumindo maior compromisso com a formação dos professores, coordenadores e diretores, que muitas vezes não sabem como lidar com as necessidades especiais. É dever da escola promover conhecimento a fim de garantir o aprendizado de uma profissão, dando-lhes garantia e dignidade para o futuro.
Não adianta afirmar que a sociedade não está preparada. Passou da hora de arregaçarmos as mangas e tratar os portadores de necessidades especiais como pessoas normais, pois são normais embora tenham algumas limitações. Todas as pessoas são diferentes, assim como a cor dos olhos, dos cabelos, a raça, enfim, existem aquelas que apresentam as diferenças físicas, mas que são pessoas como outra qualquer.
Tratá-las com indiferença ou com desrespeito são formas de preconceito, previsto na Constituição do Brasil, assim como é direito desses estar incluídos na sociedade, pois são produtivos e capazes.
Podemos nos certificar das capacidades dos portadores de necessidades especiais nos jogos paraolímpicos, onde os mesmos atingem recordes e conquistam várias medalhas. Participam de várias modalidades esportivas, como atletismo, futebol, natação, basquete, dentre outras.
A sociedade já mudou muito nos últimos anos em relação às necessidades especiais, mas ainda temos muito que melhorar. Hoje em dia podemos ver essas pessoas trabalhando em empresas, como supermercados, lanchonetes, restaurantes, farmácias, escolas, pois a lei obriga que um percentual dos funcionários sejam portadores de necessidades especiais, como forma de garantir-lhes oportunidades no mercado de trabalho.
Dessa forma têm assegurado a integração social além de conviverem com valores de igualdade de oportunidades. Mas será que isso realmente acontece? Pensem nisso!
domingo, 24 de outubro de 2010
VISÕES DE AMOR
VISÕES DE AMOR
Hoje vi-te tão bela
Passeando numa ruela
Correndo com alegria
Na boca um belo sorriso
Olhando o céu todo liso
Ameaçando que chovia
O vento soprava forte
Era vento norte
Que fazia esvoaçar
Os lindos cabelos teus
Seguidos pelos olhos meus
E o coração a palpitar
E como palpitava o coração
Guiado pela emoção
Do que viam os olhos meus
Uma silhueta moldada pelo vento
Eu, de alegria quase rebento
Com tal visão, oh… Deus!
São visões p’ra recordar
Com o pensamento a voar
Por entre nuvens de algodão
Eu vejo a tua silhueta
Na linha do horizonte direita
Com uma chama de emoção
Cada vez mais me convenço
De que és o meu universo
Na constelação do amor
És o Sol que me aquece
E que em mim estabelece
Uma forte onda de calor
És a luz e o calor
És a mais bela flor
Deste meu jardim
Num vaso te vou colocar
Para te poder deslocar
E ter-te sempre junto a mim
Arménio Cruz
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
AMIGO / PORTO DE ABRIGO
AMIGO / PORTO DE ABRIGO
Bem novo partiu
E sabe Deus o que sentiu
Ao deixar o seu ninho
Na flor da mocidade
Com o aperto da saudade
Lá seguiu o seu caminho
Foi militar e marinheiro
Amigo e companheiro
E fiel às obrigações
Combateu a corrupção
Com rigor e abnegação
E por isso as condecorações
Neste grande continente
Lançou a sua semente
Numa seara de amor
Cultivada com paixão
Adubada com o coração
Desabrochando em flor
Neste percurso fez um atalho
Quando à Tailândia foi a trabalho
E por lá continuou a plantação
Passados nove anos da primeira
Nunca descorando a carreira
Da sua patente de capitão
Aqui se enamorou de uma Sereia
E na praia rebolaram na areia
Num abraço carinhoso
O amor os agarrou fortemente
E amam-se ardentemente
Num envolvimento amoroso
Desta sereia se enamorou
E aí também plantou
Uma Seara de belas flores
Nasceram três filhas belas
Três princesas singelas
Que são os seus amores
Tem por isso dois ninhos
No amor fez dois caminhos
Este alentejano atrevido
Sempre presente e atencioso
Vive feliz e vaidoso
Como amante e marido
Homem de muita amizade
E de grande honestidade
Que me honra ser amigo
Gosto de com ele dialogar
E nas tardes conversar
Fazendo o meu porto de abrigo
Por muito ter viajado
E pelos céus voado
Conta histórias de encantar
Com ele tenho viajado e aprendendo
Sobre tudo o que vai escrevendo
E que tão bem sabe contar
Quero com isto agradecer
E de certa forma fortalecer
Esta amizade completa
Que eu nutro por este amigo
Que nas tardes é o meu porto de abrigo
E dá pelo nome de Cambeta
Arménio Cruz Março de 2008
Obs.: Poema escrito como forma de agradecimento pela amizade do meu amigo e padrinho Cambeta.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Padeira de (Aljubarrota) Malaqueijo
Padeira de (Aljubarrota) Malaqueijo
Nesta nobre profissão
Que é o fabrico do pão
Eu conheço a Otília
Gosta do que faz
Trabalha com o seu rapaz
E adora a família
O seu rapaz é o Alfredo
Homem trabalhador e sem medo
Que do nada fez um império
Ajudado por essa padeirinha
Que aprendeu a trabalhar a farinha
E os dois são um caso sério
É uma honra para mim
Ter uns amigos assim
O próximo gostam de ajudar
Pura e simples amizade
Simples e sem vaidade
A sua forma de amar
De Aljubarrota outrora
Para Malaqueijo agora
A bela padeirinha
Na arte de fazer pão
Com empenho e devoção
Salpicada de farinha
Malaquejo ou Aljubarrota
Não é isso que importa
Neste comparar
Qualquer uma é guerreira
E mulher de primeira
Pela vida a lutar
Arménio Cruz Agosto de 2000
Poema dedicado aos meus amigos, Otília e Alfredo.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
OS OLHOS TEUS
OS OLHOS TEUS
Gosto de ti assim
Da forma como olhas para mim
Desse jeito tão singular
Que só os teus olhos conseguem
Quando os meus perseguem
Nesse doce olhar
São tão belos os olhos teus
Que ao olharem prendem os meus
Numa prisão de amor e ternura
Que eu quero ficar enclausurado
Desta maneira tão enamorado
Até à hora da sepultura
Não quero ver-te chorar
Nem desses olhos brotar
Lágrimas de tristeza e dor
São tão belos quando brilham
Até parece que falam
Coisas de paixão e amor
Se eles falam não sei
Nisso nem reparei
Também é pouco importante
O que interessa é, com eles comunicar
Sentir a sua forma de amar
Num olhar forte e constante
O teu olhar é tudo isto
E por isso eu não resisto
A tão intensa ternura
Que esse olhar lança
E que eu guardo na lembrança
Numa recordação doce e pura
Arménio Cruz
sábado, 25 de setembro de 2010
SITUAÇÕES MAIS OU MENOS CARICATAS
SITUAÇÕES MAIS OU MENOS CARICATAS
Sempre passei férias na zona de Peniche. Por indicação do médico, aos 4 anos de idade, meus pais foram para Peniche. Meu pai foi trabalhar para uma quinta nas proximidades da praia e lá ficamos durante 3 meses. Anos mais tarde passamos a frequentar a praia de S. Bernardino. Depois de S. Bernardino andámos por outras paragens, como São Pedro de Moel… Fins dos anos de 80 e toda a década de 90, fiz campismo no Parque Municipal de Peniche.
Quando cheguei a este parque de campismo, nada tinha sido feito para uma normal utilização por deficientes. Então no primeiro ano, tive alguma dificuldade no uso dos balneários, mas com ajuda de terceiros lá me fui safando. Fiz uma reclamação no respectivo livro, onde expus as carências e necessidades do parque para que tivéssemos o mínimo de condições. E para espanto meu, no ano seguinte, lá estava uma casa de banho feita de raiz para deficientes! Com as respectivas placas que a identificava. Então, muito satisfeito e na companhia de um funcionário do parque fui fazer a estreia das novas instalações.
Ao chegar, vi que havia uma rampa que dava acesso à entrada com um desnível muito aceitável. Agora vejam a tal situação caricata… para chegar à rampa tínhamos de subir um degrau com cerca de 15cm e depois, para entrar a porta, mais um degrau de 15cm.
Fui falar com o director do parque, e este disse-me que foi de certo um lapso do pedreiro que fez a obra. Pronto… com esta afirmação vi logo que a obra tinha sido feita sem a aprovação de um arquitecto ou pessoa dentro do assunto! “Isto numa obra camarária!”
Então pedi ajuda e fui ver o interior das casas de banho. Zona de lavatórios e cubículos das sanitas, tudo muito bem e acessível, o balneário do chuveiro, com uma porta apertada onde não entrava a cadeira de rodas!
Mesmo assim, ainda fiz campismo neste parque durante alguns anos. Entre muitas situações que passei neste parque, vou contar-vos uma que é uma autêntica anedota.
O parque tinha duas saídas, a principal e uma virada a norte onde só se podia sair a pé. Um dia uns amigos convidaram-me para sair por ali e irmos dar uma volta. Ao chegarmos ao portão o senhor que estava a fazer a segurança dirigiu-se a mim dizendo que não poderia sair com a cadeira de rodas, pois as ordens que tinha, era de não deixar sair qualquer veículo com rodas! Como devem calcular, isto provocou uma gargalhada em coro de todos que estavam ali. Então eu, pensando que aquilo era para algum programa de apanhados, disse que, se não podia levar a cadeira, teria de ir a pé!!!!! O homem respondeu: Faça como quiser… Então e depois de alguma diplomacia, o senhor lá me deixou levar a cadeirita!
Hoje vou ficar por aqui, mas em breve trarei mais situações que mais parecem anedotas, mas infelizmente são reais!
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